quarta-feira, 8 de abril de 2009

Oi Meu Bebê.

 

Obrigada. Obrigada por atender meus pedidos.
Você deve ter percebido que a mamãe quase não dormiu na noite que antecedeu a sua primeira ultrassonografia. E passou a noite tendo sonhos bobos e desconexos no qual não deixavam que ela o visse. Sua mamãe é mesmo muito bobinha e ansiosa. Mas finalmente amanheceu, e eu levantei plena! Tomei banho, abri a clínica e fui para o laboratório, eu, Papai, Tia Amanda, Vovó Deuselina, Vovô Gerino e o seu primo Miguel. Ah, por falar nele, você já deve ter notado o quanto mamãe ama o Miguel, mas não tenha ciúmes, posso dizer que se meu coração for partido em dois, um pedaço é seu e o outro é dele. Enfim, chegou a minha vez de entrar. Vovó começou a se emocionar, Vovô ria de tão nervoso, Papai então, nem se fala. Deitei na maca e então o médico começou a tentar vê você. Tentava de um lado, tentava de outro e nada. Só se via o saco gestacional. Mamãe entrou em desespero. Começou a pensar que podesse nunca ter tido você. E se lastimou por ter lido a respeito de gestações anembrionárias. O médico então, muito atencioso, pediu que eu bebesse alguns copos d’água e aguardasse um pouco que daqui há alguns minutos tentaria de novo. Mamãe ficou tão tensa, rezou tanto. Entramos de novo e dessa vez nós o vimos. Você, pequeno, tão lindo, tão dependente de mim, tão meu, com apenas 11 semanas de gestação e não 14, como a mamãe pensava. Eram 4,4cm de um amor maior do mundo. Por dez longos e intermináveis minutos tentamos ouvir seu coraçãozinho bater e não conseguíamos. Mamãe começou a pedir baixinho: “Filhote, mostra pra mamãe que você tá bem, vai... Por favor” e prontamente eu escutei a mais linda declaração de amor que alguém já fez pra mim, o seu coraçãozinho batendo rápido, forte.
Obrigada, meu bebê, por atender meu pedido e tranquilizar essa mãe boba que te ama imensuravelmente.