sexta-feira, 29 de abril de 2011

Sobre ciclos que se encerram.

Conheço o pai do meu filho há mais de quatro anos. Nesse tempo, tivemos altos e baixos, aliás, muitos mais baixos do que altos, que foram compensados quando nosso filho nasceu. Terminamos três meses após o Theo nascer, voltamos alguns meses depois, tivemos outras pessoas. Realmente tentamos, durante algum tempo achavámos que daria certo, mas a não deu. Há mais de uma semana terminamos. Voltei pra casa dos meus pais. O respeito havia acabado, o amor, a amizade. Quem sabe um dia a gente consiga olhar um pro outro e não sentirmos mais mágoa. Quem sabe. Mas hoje, hoje não dá. Seria pedir muito, tanto pra mim quanto pra ele. Foi melhor assim, principalmente para o Theo, que merece um lar (ou dois) com muito carinho. 


Enfim, é isso. Amanhã coloco fotos da nossa páscoa.

domingo, 24 de abril de 2011

25.04.2011 ♡

Eu tenho medo de escadas rolantes. Considero bom humor tão sexy quanto champagne. Admiro homens que tratam bem o garçom, não furam fila e não jogam lixo no chão. Memória congestionada. Cabeça-dura. Coração mole. Acredito no amor e em gnomos que roubam as canetas da minha bolsa. Torço para que a vida ensine mais do que as mentiras que as pessoas contam. Ainda não cansei de ser eu. Tenho mania de listas. Não digo mais tantos ‘eu-te-amos . Arranco todas as etiquetas que me pinicam. Não sei se caibo nesse mundo. Não quero me acostumar a votar no político menos corrupto, a não dar boa noite para meu filho, a engolir o choro porque já cresci. Meu coração não é auto-suficiente. Minha indecisão me irrita. Trânsito me irrita. E azeitona com caroço me irrita. Só. Odeio QUASEs, prefiro inteiros possíveis. Sofro de saudades agudas que doem mais que gastrite. Às vezes pego o caminho mais longo só porque é mais bonito. Queria que minha mãe fosse eterna e que sentimentos não envelhecessem. Algumas das músicas do meu celular me acompanham há muito tempo. Optei por ser mãe solteira. Parei de roer as unhas. Amo meu trabalho. Decidi entrar na faculdade e não mais terminar meu curso anterior. Adoro reencontros, novos sabores e o olhinho do Theo fechado enquanto rir. Não dependo de ninguém financeiramente, mas dependo emocionalmente do meu filho. Meu quarto é azul com branco. Penso duas vezes antes de comprar algo pra mim, não penso nem meio segundo antes de comprar algo pro Theo. Sei todas as músicas do Patati e Patatá. Sou viciada em internet pelo celular e sapatilhas. Essa sou eu, Deni aos 23. Feliz idade pra mim.

terça-feira, 5 de abril de 2011

#MãedeMerda

Domingo recebemos alguns amigos em casa, enquanto o Bráulio assistia o jogo do Vasco com o padrinho do Theo, Ênio e o Nando, eu e as namoradas deles conversávamos na varanda enquanto Theo brincava próximo à nós. Em um lapso de segundo, quando eu pisquei, o Theo se desequilibrou e caiu de cara em um jarro de plantas. Eu me tremi toda, minha reação foi agarrar ele que chorava aos berros de dor. Em mim doía mil vezes mais. Eu apertava ele contra mim, enquanto o Bráulio tentava colocar gelo no local da pancada. Em segundo ficou horrível, bem inchado, vermelho. Meu coração de mãe fica dilacerado em milhões de pedacinhos toda vez que eu olho. Eu sinto culpa, incapacidade, ódio de mim mesma. Eu poderia ter evitado...
Mãe de Merda :(((((((