segunda-feira, 8 de março de 2010

A primeira febre a gente nunca esquece! Sábado Theo teve a primeira febre com quatro meses, e pra gente que é mãe isso parece bem mais do que realmente é. Cheguei do trabalho e o levei para a urgência do plano dele. Queria que dessem uma olhada na garganta dele, ou no ouvido para saber o motivo da febre. Ao chegarmos lá (o Pai dele e Eu) tinham exatamente 25 crianças para serem atendidas por dois médicos pediatras plantonistas. O jeito era esperar! Quando faltavam umas 18 crianças, percebi uma senhora que chegou, jogou uma conversinha na recepcionista e passou a frente de todos. Aí meu sangue ferveu! Me levantei fui até a recepção e com toda calma do mundo, perguntei: “Querida, quanto a mais aquela senhora ali paga no plano dela para ser atendida preferencialmente?” A recepcionista fez uma carinha de quem não estava entendeu, e aí sim eu perdi toda a minha paciência! Gente, eu odeio escandalo! Trabalho em uma clínica e acho de última quando os pacientes dão piti, mas a coisa muda totalmente de figura quando estou eu lá com meu filho gemendo de uma febre de 38,2° enquanto uma bonitinha que é amiga da recepcionista passa na frente. Eu exigi falar com o administrador, e a tal recepcionista já estava apavorada dizia q ele não estava, então mandei que ela chamasse algum superior dela, nisso outras mães já estavam ao meu lado exigindo que meu filho fosse atendido de imediato. Apareceu uma mocinha e eu me passei para cima dela com o Theo no colo. “Olha minha filha, eu esperaria tranquila por todas as 25 crianças que estavam na minha frente quando cheguei aqui às 14:30hs, mas eu não admito que ninguém passe a frente dos nossos filhos só porque é conhecida da recepcionista! Isso é falta de ética! E outra, eu quero a ficha do meu filho agora, e eu vou ser atendida AGORA pelo médico. O meu filho vai precisar ter uma convulsão pra ser atendido aqui?” Ela justificou dizendo que só haviam dois médicos atendendo, e por isso a demora! Mas lógico que eu sou vacinada, né? Tinha a resposta na ponta da língua: “Pois se há grande fluxo de criança, deveriam chamar mais médicos para cobrir a demanda. Eu tenho certeza que ninguém aqui não esteja pagando seu plano, até porque se atrasa um dia vocês cortam o atendimento!” Acho que ela viu que eu não iria me acalmar enquanto eu não fosse atendida, e foi tirar a temperatura do Theo. Nisso a febre ainda não tinha baixado! E eu fiquei ainda mais nervosa! Minha vontade já era chorar, mas engoli o choro, olhei na cara daquela mulher e disse: “Você vai me atender agora, ou eu vou precisar invadir um consultório desses?” As outras mães estavam todas do meu lado. Olha, eu pago o plano Global Master da Medplan que é o TOP do plano, e eu exijo que meu filho seja bem atendido. Porque se é pra esperar 4 horas por atendimento eu levaria para o SUS mesmo. Quando finalmente entramos, o Theo estava todo molinho no meu colo, ardendo em febre. A médica não encontrou inflamação na garganta e nem ouvido. Mas ouviu um pouco de secreção no peito. Passou a Novalgina Infantil para febre e Melxis para a secreção. Mas se em 24 horas o Theo apresentasse febre acima de 37.5° eu deveria leva-lo novamente para que fosse feito um hemograma. Ele tomou os remédios e dormiu das 20hs até às 09hs da manhã do dia seguinte. Passou o dia de domingo bem, mas ontem a noite apresentou febre novamente, que foi rapidamente controlada pela novalgina. Ele acordou às 3hs da madrugada e ao chorar percebi que ele estava roquinho. Oh, gente. Bebês não deveriam adoecer, é judiação demais! Daria qualquer coisa para estar no lugar do meu filho! Saí de casa hoje para o trabalho com o coração partido, mas sei que ele será bem cuidado pelo Bráulio e por minha mãe.



No sábado fiz minha tatuagem. Era algo que eu queria muito, e há algum tempo. Mas por ser algo definitivo, sempre tive duvida em quê tatuar.



Finalmente decidi. Nada mais definitivo do que o amor por meu filho.