terça-feira, 24 de março de 2009

O Caso do Velho Louco.

Tem um velho que faz tratamento aqui na clínica que meio que se simpatizou comigo assim, desde a primeira vez que veio aqui. Ok, até aí tudo bem. Só que a boca dele fedia. Mas num aquele fedor que dá pra você disfarçar e continuar a conversa numa boa. Não, meu bem. O bafo é muito mais do que desagradável. É insuportável! Sem drama.
Daí que quando ele chega, lá vem com os assédios, e eu tenho que ser educada, quer dizer, na maioria das vezes eu sou educada. Mas há vezes que eu dou cortadas pra vê se ele se toca e pára de me cortejar. As meninas quando o vêem chegando já começam a inventar alguma coisa pra me tirar da recepção ou para dá a impressão que eu estou ocupadíssima. Enfim, dia desses ele ligou e disse que não parava de pensar em mim, e blá, blá, blá. E eu super profissional. Só que o velho veio aqui na clínica e decidi desiludir, machucar e humilhar ele de uma vez pra vê se ele se toca.

- Oh, Deni. Eu penso em você sempre. Você é tudo que eu queria na minha vida. Eu sei que eu tenho idade para ser seu pai, mas eu não tenho preconceito.

- Sr. Raimundo, o senhor devia me respeitar. Eu estou grávida!

- Eu assumo seu filho!

-Sr. Raimundo, me respeite! Meu filho tem pai e eu tenho noivo. Ora mais!


E me deu uma vontade de matar esse cão lá do meio dos infernos. Mereço! Só porque sou mãe jovem tenho que sujeitar a ouvir um despautério desses. Rá.