sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Que País é esse?

 
Em 31 de dezembro de 2008 eu encerrei meu ano sendo agredida, xingada e humilhada por um marginal. Esse cidadão me abordou enquanto eu me dirigia a residência do meu namorado às onze horas da manhã. Dirigindo uma moto preta com um saco amarrado na placa, o infeliz parou próximo a mim, me mostrou a arma que estava na sua cintura e começou a me aterrorizar. Vagabunda sou eu que trabalho dozehoras por dia para poder comprar o celular, a carteira e a minha linda bolsa de marcar que ele levou sem esforço. Vadia sou eu que nunca fiz mal nenhum a qualquer cidadão que fosse. Cretina, puta, e tantos outros nomes que ele me disse são merecidos a mim que só chorava e em momento nenhum poderia se quer oferecer risco a ele. Tudo era desnecessário.
Muito pior do que perder os itens materiais que me foram levados (porque isso, eu como trabalhadora vou conseguir re-haver) foi o terror que ficou intrisíco em mim toda vez que dobro aquela rua, ou vejo alguém se aproximando de mim. Eu sinto como se aquele cara tivesse levado a minha liberdade.