quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

 


Aí, o telefone da moça ao meu lado toca:

- Que é?... Hum... Hum... Tá. Sabe o que eu quero? Eu quero que você me esqueça. Esqueça de mim, esqueça o número desse celular. Eu tô cansada. Cansada, Fulano. Tá rindo? Pois continue rindo, porque eu sou uma palhaça mesmo. Só não esqueça que quem ri por último, ri melhor, meu filho. Eu tô cansada de você me fazer de besta. Fique rindo sozinho aí. Tchau.

Corajosa assim, desligou o celular. E eu fui fã dela pelos exatos 30 segundos em que o deixou desligado. Depois, mudou de idéia. Ligou de novo e ficou ali, como todas nós, esperando uma mensagem, uma ligação, qualquer pequena demonstração de afeto. Deusmelivreguarde.

Mas, é assim, né? É sempre assim. Será que isso tem jeito, minhagente?