terça-feira, 17 de agosto de 2010

Amor da Vida!
Tive 10 dias de férias. Do dia 06 à 16, pude curtir meu filhote e ouvir a todo momento “mamá” na vozinha dele. Theo está incrível! Aliás, eu acho meu filho incrível! Vai fazer 10 meses no próximo domingo, já fica em pé sem apoio, percorre a casa toda no andador, descobriu as tomadas, tem a gargalhada mais gostosa do mundo, só dorme comigo, está cada dia mais parecido com o Bráulio, bate palminhas, tem umas conversinhas lindas, manda beijinhos, dá tchau, e eu babo por cada coisinha nova.
Hoje eu tive que retornar ao trabalho. Doeu no coração acordar, brincar com ele até a babá chegar e saber que o nosso dia não seria de nós dois como os últimos. Doeu mais um pouquinho - e acho que todo coração de mãe morre um pouco ao ver uma notícia dessas - assistir a entrevista da mãe da Joanna que morreu semana passada com suspeitas de maus tratos. Aí vêm aquelas perguntas. Até quando?Por que, meu Deus? De tempos em tempos nos ‘surpreendemos’ com uma notícia de que mais uma criança indefesa morreu por culpa de maus tratos de quem na verdade só tem a obrigação de defendê-la! São pais, padrastos, madrastas e até mães que judiam de seres indefesos. De novo a pergunta: “Por que?”
Eu não consigo assimilar tal coisa. Meu filho é meu tudo. Se eu pudesse o colocaria numa bolha pra que nada no mundo pudesse feri-lo. É instinto! É amor! É impossível conceber que possa ser diferente.
Família: Carinho, Amor e PROTEÇÃO!
ADENDO:

Acabei de visitar o blog da Dina, mamãe do Lipe e da Mariana, mamãe da Alice e do Luquinhas. Um tema em comum e um drama que eu vivi: Terror Noturno. Estou devendo este post há algum tempo, então aproveitando a deixa.
Há uns dois meses atrás, Theo acordava no meio da noite, sempre no mesmo horário - às 3hs da manhã, assim como o Felipe - totalmente desesperado. Houve crises tão fortes que o levamos a urgência infantil porque não sabíamos mais o que fazer. A médica do plantão encaminhou para um neurologista. Marquei a consulta, fui com minha mãe, o médico examinou, examinou, examinou e não encontrou nada. Só que a mamãe aqui já tinha jogado os sintomas no São Google de todas as horas e já tinhámos nosso próprio diagnostico. Assim mesmo, o médico passou um eletrocefalograma. Fizemos o tal exame, e como esperado: NADA. Assim mesmo o médico receitou Rivotril pro Theo. Isso mesmo. Tarja preta. Lógico que isso causou um auê na família. De um lado, me aconselhavam a dar, do outro diziam pra procurar uma segunda opinião. Procurei, e a resposta foi a mesma. Dei sem querer dá. Com a promessa de que seria somente por um mês para criar o hábito do sono tranquilo no Theo. No primeiro dia, tudo ok. Sem crise alguma, noite tranquila - para o Theo, porque a mamãe aqui velou o sono a noite toda -, já na segunda noite... O efeito foi contrário. Theo ficou agitado. Chorou como nunca havia chorado antes. O choro começou às 21hs, e à meia noite, com o coração já dilacerado e o emocional no chão corremos para urgência do Prontomed Infantil.  Fiquei em frangalhos, meu filho foi internado para desintoxicação. Me sentir a pior mãe do mundo, o pior ser existente. E tudo por confiar na palavra de profissionais que estudam anos pra salvar vidas ao invés de segir meu coração de mãe. Falha minha. Não precisa nem dizer que no dia seguinte, liguei pro consultório do tal neurologista. A atendente me informou que ele estava de férias e eu disse que queria o celular dele. Ele me informou que não seria possível me dá o número, pois não tinha autorização. De um folego só eu respondi que ela ligasse pra ele, dissesse que ele tinha a opção de esperar as férias dele acabarem e ter um processo nas costas dele ou que ele retornasse minha ligação pra ontem. Em 10 minutos meu celular tocou. Me passei pra cima desse médico com tanta raiva! Exigi que ele examinasse o Theo e que me explicasse o que aconteceu. O Theo não teve nenhuma sequela, só tivemos que aguardar que a medicação saísse do organismo dele. O médico veio com um explicaçãozinha que eu não levei fé, mas também não fui mais atrás. Só queria cuidar do meu filho. E isso serviu de lição pra nunca mais acreditar inteiramente no "poder do homem". Consegui outras formas de evitar as crises do Theo. Métodos naturais, homeopáticos, e ao contrário do que o médico disse, eles estão funcionando. Theo há tempos não tem mais crises, dorme bem, e até o apetite melhorou.
Fica de alerta, mamães que estão passando por isso, às vezes a sabedoria de uma mamãe experiente é bem melhor que a palavra de um médico.