segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Crônica do Amor Perfeito

* Texto publicado no Recanto das Mamães Blogueiras, o qual sou colaboradora todas as sextas.


Filho. Tem muitos mais na junção dessas cinco letrinhas do que se pode imaginar. Só quem é mãe sabe e sente, assim, simples, sem precisar ninguém ensinar. Ser mãe é algo como ter o gene correndo em nossas veias desde o momento em que nós mesmo nos tornamos filhas de alguém. Esse gene se desenvolve no decorrer da infância, nas brincadeiras de bonecas, no carinho que temos por aqueles olhinhos imóveis de um rostinho angelical de um ser inanimado. E, um belo dia, quando descobrimos que existe alguém tomando forma dentro de nós mesmas é como se um mundo azul (ou cor-de-rosa) de bolinhas brancas tomasse conta de um mundo antes vazio. Os dias se tornam longos e ao mesmo tempo, correm. E logo aquela barriga linda, que provocou sorrisos e olhos comovidos de tanta gente, desaparece, e dá o lugar (e a atenção) para alguém pequeno, indefeso, perfeito. Filho. Por mais que você repita, e independente de quantas vezes se é mãe, é algo grande demais para que se assimile. Leva uma vida inteira, a sua e a dele, se renova a cada chorinho dengoso, a cada sorriso, a cada olhar de cumplicidade, a cada pedido de colo, e até mesmo quando ele descobre que o papai é mais legal, mas na hora do 'socorro' é pra você que ele corre. É Amor Perfeito, mútuo e imensurável. É verdadeiro e eterno.

"Fecho os olhos pra não vê passar o tempo
Sinto falta de você.
Anjo bom, amor perfeito no meu peito.
Sem você não sei viver..."

Amor Perfeito, Roberto Carlos