quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Os romances que a Disney vende.

Já não basta você nascer com o fardo de sangrar uma vez por mês e às vezes ainda ter de suportar dores abdominais que nenhum ser na face da terra compreende, você ainda precisa ser corrompida pelas historinhas de contos de fadas que as indústrias cinematográficas empurram descaradamente em você para que você ache que o cara naquele fusion branco cavalo branco existe e vai vir a galope se apaixonar por você mesmo quando o rímel tá borrado.
Oi? Eu durmo direto e você ainda me ama.
Seus dentes de leite nem caíram ainda e a Disney já tá lá dizendo que você nasceu com o cara incrível reservado pra você, que as coisas sempre vão dá certo no final, e que amor-coisa-linda-de-Deus super existe e é para sempre. Vai nessa que tu te arrebenta, só digo isso.
Oi, sou feio e mal humorado, mas você me ama. Depois viro um idiota bobo e apaixonado e você me dá um pé na bunda. 

Você cresceu, percebeu que isso tudo é uma grande baboseira. Que amor é só distração e conveniência juntos num mesmo contexto. Mas as indústrias não vão deixar de tentar fazer uma lavagem cerebral em você, então surge um novo modelo de romance:
Oi, a gente é amigo, se come e não se apaixona, tá ligado?

Isso não eczisté (Padre Quevedo fellings). Um dos dois vai ser égua e vai se apaixonar. Tá, se apaixonar não é ruim, sexo com paixão não é nada ruim, mas o angu desse mingau aparece quando as exigências começam. Mas o filme acaba antes dessa parte, e você aí besta, fica pensando que o ‘feliz para sempre’ te pertence. Vai nessa.


Antes que o recalque de alguma leitora (ou leitor égua) se pronuncie, me diz só UM, um único relacionamento que não acabou. Pois é. Te liga! ;)