Espaço!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

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Meu coração agora mora dentro do coração de alguém que no momento não saberia explicar o que é Amor. Mas ainda sim, é o Amor mais puro, sincero e sem cobranças estúpidas que eu já pude sentir. É um sentimento sublimemente perfeito que me acorda com uma voz linda como o cântico mais lindo do mais belo pássaro, que tem um jeitinho manso de fazer tudo errado sorrindo, que me chama de um nome que nenhuma outra pessoa no mundo já chamou superando todos os “querida”, “meu bem”, “minha linda”, “meu amor” que eu já fui chamada, que corre ao meu encontro com a saudade de mil anos não importando se nos vimos a meio minuto atrás. Esse amor, perfeito amor, me faz de porto seguro, sente segurança nos meus braços, mal sabendo ele que meu mundo só é um lugar feliz ao seu lado. Nada é ‘meu’ ou ‘dele’, tudo é ‘nosso’. E não importa com quem eu esteja, onde eu esteja, ou o que eu esteja fazendo, só é bom, divertido de verdade se ele estiver lá presente.


Ele me chama de ‘Mãe’, é a única pessoa de quem eu preciso, e o amor da minha vida inteira.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Responda rápido, qual a profissão mais cobrada em todo mundo?
Sem dúvidas é a profissão MÃE. Ser mãe é adquirir uma autocrítica imensurável ali mesmo quando duas listrinhas rosas te denunciam grávida. Você se cobra ser sempre a melhor, seu marido, namorado, companheiro cobra que você seja sempre referência, sua família e amigos te exigem a perfeição. Mas, nós, mães, sabemos que não funciona bem assim, e apesar de inúmeros deslizes somos assim mesmo a melhor mãe do mundo pra alguém. Tem que ter bom humor pra lidar com certas situações que acontecem, pois se não, não serviria de lição, não serviria de história pra contar, não serviria de lembrança. Todos os dias, eu sou um pouco mãe de merda quando deixo o Theo dormir na cama comigo, quando dou a chupeta sempre que ele pede, quando a gente brinca descalço no quintal de areia depois da chuva, quando tiro o olho dele 2 segundos para atender o telefone, quando deixo ele comer chocolate antes do almoço, quando dou algo que ele queira birrando, quando o tiro da cadeirinha pra que ele durma no meu colo no carro, quando sento ele no meu colo enquanto estaciono o carro, quando deixo ele abrir um pacote de chetto’s antes de passar no caixa. E aí, isso me faz menos mãe? Com certeza não. Um dia é muito grande pra ser perfeita o tempo todo, tem que descontrair, entrar na dos nossos filhos, esquecer um pouco as regras. Fui imensamente julgada por não ter amamentado meu filho até os 6 meses. Só amamentei até os 2 meses. SOU, inúmeras vezes, aplaudida por meu filho ser forte, grande, gordinho e saudável. Não desmereço as mães que amamentam seus filhos, eu tinha esse sonho, mas não foi possível, porque cada caso É um caso. Cada um sabe da sua vida, então não adianta julgar e apontar.
Determinado blog fez uma brincadeira com relação a esses instantes da nossa vida que por mais que tentássemos tem quatro olhos em cima do nosso pequeno, não é possível. Então, seja você uma ‘doriana mãe’ ou uma ‘mãe de merda’, ainda sim, você é a melhor mãe do mundo pro seu filho.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Sobre ciclos que se encerram.

Conheço o pai do meu filho há mais de quatro anos. Nesse tempo, tivemos altos e baixos, aliás, muitos mais baixos do que altos, que foram compensados quando nosso filho nasceu. Terminamos três meses após o Theo nascer, voltamos alguns meses depois, tivemos outras pessoas. Realmente tentamos, durante algum tempo achavámos que daria certo, mas a não deu. Há mais de uma semana terminamos. Voltei pra casa dos meus pais. O respeito havia acabado, o amor, a amizade. Quem sabe um dia a gente consiga olhar um pro outro e não sentirmos mais mágoa. Quem sabe. Mas hoje, hoje não dá. Seria pedir muito, tanto pra mim quanto pra ele. Foi melhor assim, principalmente para o Theo, que merece um lar (ou dois) com muito carinho. 


Enfim, é isso. Amanhã coloco fotos da nossa páscoa.

domingo, 24 de abril de 2011

25.04.2011 ♡

Eu tenho medo de escadas rolantes. Considero bom humor tão sexy quanto champagne. Admiro homens que tratam bem o garçom, não furam fila e não jogam lixo no chão. Memória congestionada. Cabeça-dura. Coração mole. Acredito no amor e em gnomos que roubam as canetas da minha bolsa. Torço para que a vida ensine mais do que as mentiras que as pessoas contam. Ainda não cansei de ser eu. Tenho mania de listas. Não digo mais tantos ‘eu-te-amos . Arranco todas as etiquetas que me pinicam. Não sei se caibo nesse mundo. Não quero me acostumar a votar no político menos corrupto, a não dar boa noite para meu filho, a engolir o choro porque já cresci. Meu coração não é auto-suficiente. Minha indecisão me irrita. Trânsito me irrita. E azeitona com caroço me irrita. Só. Odeio QUASEs, prefiro inteiros possíveis. Sofro de saudades agudas que doem mais que gastrite. Às vezes pego o caminho mais longo só porque é mais bonito. Queria que minha mãe fosse eterna e que sentimentos não envelhecessem. Algumas das músicas do meu celular me acompanham há muito tempo. Optei por ser mãe solteira. Parei de roer as unhas. Amo meu trabalho. Decidi entrar na faculdade e não mais terminar meu curso anterior. Adoro reencontros, novos sabores e o olhinho do Theo fechado enquanto rir. Não dependo de ninguém financeiramente, mas dependo emocionalmente do meu filho. Meu quarto é azul com branco. Penso duas vezes antes de comprar algo pra mim, não penso nem meio segundo antes de comprar algo pro Theo. Sei todas as músicas do Patati e Patatá. Sou viciada em internet pelo celular e sapatilhas. Essa sou eu, Deni aos 23. Feliz idade pra mim.

terça-feira, 5 de abril de 2011

#MãedeMerda

Domingo recebemos alguns amigos em casa, enquanto o Bráulio assistia o jogo do Vasco com o padrinho do Theo, Ênio e o Nando, eu e as namoradas deles conversávamos na varanda enquanto Theo brincava próximo à nós. Em um lapso de segundo, quando eu pisquei, o Theo se desequilibrou e caiu de cara em um jarro de plantas. Eu me tremi toda, minha reação foi agarrar ele que chorava aos berros de dor. Em mim doía mil vezes mais. Eu apertava ele contra mim, enquanto o Bráulio tentava colocar gelo no local da pancada. Em segundo ficou horrível, bem inchado, vermelho. Meu coração de mãe fica dilacerado em milhões de pedacinhos toda vez que eu olho. Eu sinto culpa, incapacidade, ódio de mim mesma. Eu poderia ter evitado...
Mãe de Merda :(((((((