Espaço!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Os 5 Meses mais Doce de Uma Vida Inteira.

Todos os dias eu amanheço com você, com seu burburinho gostoso de quem me diz sem saber "Bom Dia, Mãe". Filho, os últimos cinco meses de nós dois foram os cinco meses mais doces da minha vida inteira, e com o privilégio de que esses meses vão virar muitos anos.
Há dois dias dos seus cinco meses você deu sua primeira gargalhada. Uma que veio da alma, única, sublime, e porque não, perfeita. Era você ali perdendo o folêgo e explodindo de felicidade, mas por dentro que explodia e não cabia em si era eu. Seu pai, mais prático pegou o celular e conseguiu registrar 16seg de um prazer sem fim. Já eu escuto desde então o som delicioso da sua alegria. Esse é o nosso mundo.

Eu amo você, Theo.



sexta-feira, 19 de março de 2010

Eu percebi que eu tenho um sério problema com a expressão “Pra Sempre” e todas as coisas que vem antes do "Para sempre".
Um tal de Vocês serão felizes para sempre. Prometo ser fiel para sempre. Vou te amar para sempre. Você vai ficar sem andar para sempre. Eu vou ficar sem falar com você para sempre.
Pra quê isso tudo, Brasil?
Dá medo essas coisas perenes. Situações perenes, sabe? Uma mulher grávida sabe que a vida dela vai mudar para sempre? Ela vai ter um filho, e um filho é pra sempre né? É para Sempre! E é nisso que eu tenho pensado. No significado das coisas perenes. Situações perenes.
Para sempre é tempo pra caralho, não é? Eu gostaria muito que minha família vivesse para sempre. Mas daí a dizer que o resto das situações também deveriam ser para sempre, ah, não me agrada essa idéia. Me parece uma coisa meio morna, esse tal de para sempre (com a exceção de SER MÃE para sempre). E eu detesto coisas mornas.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Eu sou mãe, e sou mulher.
Desde que voltei as minha atividades obrigatórias e (muito!) necessárias na clínica venho ouvido bastante o famoso "Mas já tá mocinha, hein?".
Daí né. A pessoa esperava pelo quê? Que eu fosse embarangar de vez depois do Theo?
Filho não destroi não, Brasil. Filho constroi!
Taí foto pra provar:

Tô bem melhor que antes da maternidade, Brasil.

E Theo tá melhorando da gripe. Esteve caidinho por uns dois dias. Voltei a urgência com toda pompa, mas desta vez o pessoal usou de ética e bom senso. Porque, né, não guentar dá outro escandalo pra reivindicar meus direitos.
Agora a voz do pequeno já voltou, a tosse tá persistente, mas já tá expectorando, e mamãe aqui já o proibiu de gripar de novo.

segunda-feira, 8 de março de 2010

A primeira febre a gente nunca esquece! Sábado Theo teve a primeira febre com quatro meses, e pra gente que é mãe isso parece bem mais do que realmente é. Cheguei do trabalho e o levei para a urgência do plano dele. Queria que dessem uma olhada na garganta dele, ou no ouvido para saber o motivo da febre. Ao chegarmos lá (o Pai dele e Eu) tinham exatamente 25 crianças para serem atendidas por dois médicos pediatras plantonistas. O jeito era esperar! Quando faltavam umas 18 crianças, percebi uma senhora que chegou, jogou uma conversinha na recepcionista e passou a frente de todos. Aí meu sangue ferveu! Me levantei fui até a recepção e com toda calma do mundo, perguntei: “Querida, quanto a mais aquela senhora ali paga no plano dela para ser atendida preferencialmente?” A recepcionista fez uma carinha de quem não estava entendeu, e aí sim eu perdi toda a minha paciência! Gente, eu odeio escandalo! Trabalho em uma clínica e acho de última quando os pacientes dão piti, mas a coisa muda totalmente de figura quando estou eu lá com meu filho gemendo de uma febre de 38,2° enquanto uma bonitinha que é amiga da recepcionista passa na frente. Eu exigi falar com o administrador, e a tal recepcionista já estava apavorada dizia q ele não estava, então mandei que ela chamasse algum superior dela, nisso outras mães já estavam ao meu lado exigindo que meu filho fosse atendido de imediato. Apareceu uma mocinha e eu me passei para cima dela com o Theo no colo. “Olha minha filha, eu esperaria tranquila por todas as 25 crianças que estavam na minha frente quando cheguei aqui às 14:30hs, mas eu não admito que ninguém passe a frente dos nossos filhos só porque é conhecida da recepcionista! Isso é falta de ética! E outra, eu quero a ficha do meu filho agora, e eu vou ser atendida AGORA pelo médico. O meu filho vai precisar ter uma convulsão pra ser atendido aqui?” Ela justificou dizendo que só haviam dois médicos atendendo, e por isso a demora! Mas lógico que eu sou vacinada, né? Tinha a resposta na ponta da língua: “Pois se há grande fluxo de criança, deveriam chamar mais médicos para cobrir a demanda. Eu tenho certeza que ninguém aqui não esteja pagando seu plano, até porque se atrasa um dia vocês cortam o atendimento!” Acho que ela viu que eu não iria me acalmar enquanto eu não fosse atendida, e foi tirar a temperatura do Theo. Nisso a febre ainda não tinha baixado! E eu fiquei ainda mais nervosa! Minha vontade já era chorar, mas engoli o choro, olhei na cara daquela mulher e disse: “Você vai me atender agora, ou eu vou precisar invadir um consultório desses?” As outras mães estavam todas do meu lado. Olha, eu pago o plano Global Master da Medplan que é o TOP do plano, e eu exijo que meu filho seja bem atendido. Porque se é pra esperar 4 horas por atendimento eu levaria para o SUS mesmo. Quando finalmente entramos, o Theo estava todo molinho no meu colo, ardendo em febre. A médica não encontrou inflamação na garganta e nem ouvido. Mas ouviu um pouco de secreção no peito. Passou a Novalgina Infantil para febre e Melxis para a secreção. Mas se em 24 horas o Theo apresentasse febre acima de 37.5° eu deveria leva-lo novamente para que fosse feito um hemograma. Ele tomou os remédios e dormiu das 20hs até às 09hs da manhã do dia seguinte. Passou o dia de domingo bem, mas ontem a noite apresentou febre novamente, que foi rapidamente controlada pela novalgina. Ele acordou às 3hs da madrugada e ao chorar percebi que ele estava roquinho. Oh, gente. Bebês não deveriam adoecer, é judiação demais! Daria qualquer coisa para estar no lugar do meu filho! Saí de casa hoje para o trabalho com o coração partido, mas sei que ele será bem cuidado pelo Bráulio e por minha mãe.



No sábado fiz minha tatuagem. Era algo que eu queria muito, e há algum tempo. Mas por ser algo definitivo, sempre tive duvida em quê tatuar.



Finalmente decidi. Nada mais definitivo do que o amor por meu filho.

segunda-feira, 1 de março de 2010


O rostinho que eu tenho o prazer de amanhecer todos os dias. Te amo, filho.