Nos domingos sempre vou para a casa dos meus pais, e ontem não foi diferente. Acordei desejando queijo derretido com pão. Não era sanduiche, não era pão com queijo no microondas. Era derreter o queijo na frigideira e colocar no pão. Hummmm...
Daí, né que eu preferi tomar café na casa da mamãe. Café da mamãe é incomparável. Incomparável também são os paparicos da mamãe, mas isso é um capítulo a parte. Pois bem, cheguei na casa da mamãe e corri pra geladeira pra fazer meu queijo derretido. Pronto, feito. Era a ultima fatia de queijo, que sorte a minha. Pois bem que ao pegar a frigideira, o cabo quente me assustou e eu soltei ela no chão.
Pára tudo. Quando eu vi meu queijo no chão, tão lindo, tão derretido, tão meu, caí em lágrimas. Gente, eu chorei que solucei. E minha mãe crente que eu tinha era me queimado. Entre um soluço e outro, eu expliquei que o choro era por causa do meu queijo que caiu e ela como a mãe incomparável que é, e vó hiper babona mandou que meu pai fosse atrás de queijo pra mim.
Lógico que o sabor do queijo substituto nem se compara aquele queijo que caiu. Mas enfim, pelo menos eu parei de chorar.
Só não me pergunte porque eu chorei, porque isso nem eu sei responder.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Oi Meu Bebê.
Obrigada. Obrigada por atender meus pedidos.
Você deve ter percebido que a mamãe quase não dormiu na noite que antecedeu a sua primeira ultrassonografia. E passou a noite tendo sonhos bobos e desconexos no qual não deixavam que ela o visse. Sua mamãe é mesmo muito bobinha e ansiosa. Mas finalmente amanheceu, e eu levantei plena! Tomei banho, abri a clínica e fui para o laboratório, eu, Papai, Tia Amanda, Vovó Deuselina, Vovô Gerino e o seu primo Miguel. Ah, por falar nele, você já deve ter notado o quanto mamãe ama o Miguel, mas não tenha ciúmes, posso dizer que se meu coração for partido em dois, um pedaço é seu e o outro é dele. Enfim, chegou a minha vez de entrar. Vovó começou a se emocionar, Vovô ria de tão nervoso, Papai então, nem se fala. Deitei na maca e então o médico começou a tentar vê você. Tentava de um lado, tentava de outro e nada. Só se via o saco gestacional. Mamãe entrou em desespero. Começou a pensar que podesse nunca ter tido você. E se lastimou por ter lido a respeito de gestações anembrionárias. O médico então, muito atencioso, pediu que eu bebesse alguns copos d’água e aguardasse um pouco que daqui há alguns minutos tentaria de novo. Mamãe ficou tão tensa, rezou tanto. Entramos de novo e dessa vez nós o vimos. Você, pequeno, tão lindo, tão dependente de mim, tão meu, com apenas 11 semanas de gestação e não 14, como a mamãe pensava. Eram 4,4cm de um amor maior do mundo. Por dez longos e intermináveis minutos tentamos ouvir seu coraçãozinho bater e não conseguíamos. Mamãe começou a pedir baixinho: “Filhote, mostra pra mamãe que você tá bem, vai... Por favor” e prontamente eu escutei a mais linda declaração de amor que alguém já fez pra mim, o seu coraçãozinho batendo rápido, forte.
Obrigada, meu bebê, por atender meu pedido e tranquilizar essa mãe boba que te ama imensuravelmente.
terça-feira, 7 de abril de 2009
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Daí, né. Namorido foi pro Enduro a Pé ontem com meu irmão. Daí, né. Fiquei dormindo em casa, e mais tarde papai ia me buscar para passar o domingo na casa dele. Daí, né. Papai quase não chega e eu desejando o cuscuz de arroz da minha mãe. Daí, né. Papai chega, me pega, como meu cuscuz, tomo minha vitamina, e vamos ao supermercado, eu, papai e irmã. Fila enorme, nã, desiste. Vamos comprar o essencial na feirinha e amanhã mamãe faz o supermercado. Ok. Chega na feirinha, primeira parada: frigorífico.
- Ain, pai. Me dá a chave do carro pra eu esperar lá.
[sentindo as pernas faltarem]
- Não, vamos logo comprar umas frutas pra ir adiantando.
[disse irmã, na tentativa de otimizar o tempo]
- Tá, vamos.
[disse eu para não preocupar ninguém]
Daí, né. Que quando chega na frutaria.
- Ain, alguém me segura.
[disse eu com o mundo girando e o chão faltando nos meus pés]
- Menina, tu tá roxa. SEEEEEENTA!!!
[disse irmã desesperada]
Daí, né. Que o povo juntou em cima de mim. E uma senhora perguntou o que eu tinha. E a irmã disse que eu era gestante. Daí, né. Muito rapidamente, geral me sentou numa cadeira confortabilíssima, embaixo de um ventilador e prontamente me deram um copo de água bem geladinha. Ah, os poderes milagrosos de um copo d'água.
Enfim, todo mundo fica tão mais humano perto de uma grávida, não é?
- Ain, pai. Me dá a chave do carro pra eu esperar lá.
[sentindo as pernas faltarem]
- Não, vamos logo comprar umas frutas pra ir adiantando.
[disse irmã, na tentativa de otimizar o tempo]
- Tá, vamos.
[disse eu para não preocupar ninguém]
Daí, né. Que quando chega na frutaria.
- Ain, alguém me segura.
[disse eu com o mundo girando e o chão faltando nos meus pés]
- Menina, tu tá roxa. SEEEEEENTA!!!
[disse irmã desesperada]
Daí, né. Que o povo juntou em cima de mim. E uma senhora perguntou o que eu tinha. E a irmã disse que eu era gestante. Daí, né. Muito rapidamente, geral me sentou numa cadeira confortabilíssima, embaixo de um ventilador e prontamente me deram um copo de água bem geladinha. Ah, os poderes milagrosos de um copo d'água.
Enfim, todo mundo fica tão mais humano perto de uma grávida, não é?
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Acho que nunca cheguei a comentar aqui, mas eu tenho três sobrinhos.

Minha Yasmin, que foi a primeira sobrinha que eu tive. Ela é filha do meu irmão mais velho. Eu lembro exatamente do dia que ela nasceu, no sábado fomos todos pra casa dele, pois a cesariana estava marcada para o domingo 1º de agosto. Eu devia ter meus 16 anos, e quase não dormi ansiosa pra conhecer a minha sobrinha que eu já amava tanto. Pra mim era uma emoção ímpar, logo ela aprenderia a falar e eu ouviria pela primeira vez alguém me chamar de "tia".

O meu afilhado lindo, meu sobrinho que amo mais que tudo. Por mais que agradeçamos todos os dias pela existência dele, nunca será o suficiente. O Elias Miguel é a coisa mais perfeita que todos nós que convivemos com ele já conhecemos. Nasceu no dia 06 de agosto [é, sobrinhos leoninos são o meu forte]. Minha irmã caçula [que merece um post dedicado só a ela] teve uma gravidez difícil. E acabou que meu tesouro nasceu um mês antes do que deveria. Pra mim foi como se eu tivesse tendo um filho, quando o vi pela primeira vez, entrando no quarto da maternidade. Eu olhava, sorria, chorava simultaneamente. Foi um dos momento mais feliz da minha vida. Acho que algo só poderá se comparar quando eu mesma tiver a minha filha nos braços.
E o meu sobrinho mais novo. José Francisco. Não tenho fotos dele, pois infelizmente ele está na UTI desde o dia que nasceu.
Meu anjinho, é irmão da Yasmin, nasceu com 6 meses recéns completados. No dia 28 de fevereiro. Minha cunhada teve perda de líquido aminiotico, e foi necessário uma cesariana para que o bebê sobrevivesse. Eu nunca comentei aqui, pois minha esperança seria de que eu vinhesse contar a vocês o que houve quando ele já estivesse em casa se recuperando no colinho da mãe. Mas ele teve uma infecção, e o quadro se agravou. Rezamos todos os dias para que ele seja forte e supere mais essa batalha. Ele está com 1.100kg, ainda falta mais 900g para que ele possa ir pra casa, mas com muita fé, ele vai alcançar o peso e não restará nenhuma sequela dessa batalha.
:]
Enfim, esses são meus sobrinhos lindos que eu amo. Depois apresento o resto da minha linda família.
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